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Carros autônomos e uma infraestrutura caótica

O espaço que os veículos autônomos têm conquistado na mídia vêm crescendo consideravelmente, uma vez que o setor de tecnologia tem investido cada vez mais nesse tipo de projeto. Sem dúvidas estamos diante de uma tecnologia com enorme potencial disruptivo, o que é compreensível ao ocupar posições de liderança nos quadrantes mágicos de inovações emergentes do Gartner.

Basicamente esta tecnologia permite identificar os arredores do veículo através de sensores, garantindo sua navegação sem qualquer interferência humana, porém a maioria dos testes ainda são realizados em ambientes controlados e com velocidades reduzidas, por segurança.

A gigante Google vem se destacando com a realização de testes em ruas movimentadas há algum tempo, obtendo alguns resultados bons e alguns nem tanto, mas que com certeza resulta em diversas melhorias e evoluções em seus protótipos através da resiliência. A novata Waymo, empresa de desenvolvimento de tecnologia para carros autônomos, começou a realizar testes em ruas sem motoristas depois de 8 anos de simulações internas e pesquisas, ganhando também um certo destaque entre as grandes empresas que apostam nesse nicho.

A Uber não quis ficar para trás e fechou um acordo com a Volvo e terá até 24 mil veículos autônomos do modelo XC90 em sua frota que serão entregues entre os anos de 2019 e 2020, segundo uma publicação recente do Financial Times. Não muito distante desta corrida tecnológica, em São Carlos – interior de São Paulo, existe uma startup especializada na tecnologia e vem negociando com grandes companhias o desenvolvimento de caminhões e tratores autônomos para serem usados em mineração.

Ao passo que essa tecnologia evolui, outros dilemas surgem referente ao assunto, como o possível impacto no mercado de trabalho; segurança; riscos de invasões cibernéticas aos veículos e claro, a falta de legislação com normas de trânsitos envolvendo os carros autônomos. Nesse sentido é importante salientar um ponto importante e muito pouco comentado, que é o fato de ainda não possuirmos uma infraestrutura urbana mínima necessária para que se tenha condições de suportar o volume de veículos que trafegam nas principais cidades do país, não importando se autônomos, elétricos ou à combustão, caminhões, ônibus etc.

Um estudo publicado pela JCC Editorial afirma que o Detran emplacará mais de 2 milhões de veículos novos em 2017, se compararmos os anos anteriores e fizermos uma projeção para 2025, observamos uma curva de crescimento importante, o que podemos concluir que podemos ter um caos, ainda maior, no trânsito se não houver investimento também em ruas, estradas, sinalizações e nas alternativas de transportes públicos.

Você já vivenciou a imobilidade de não conseguir trafegar com velocidade acima de 20km/h para executar alguma tarefa rotineira do seu dia em ruas que teoricamente deveriam ser tranquilas? E o dilema para estacionar seu carro, que muitas vezes o faz desistir de seguir com o planejado?

Questionamentos como estes são cada vez mais frequentes, uma vez que o número de veículos cresce a cada instante e é sabido que investimentos em infraestruturas urbanas não são suficientes para comportar esta demanda, gerando impactos cada vez maior em nossa mobilidade.

Para amenizar os impactos é necessário que soluções disruptivas sejam empregadas no setor como a utilização de ferramentas que tenham o foco em inovação, a exemplo disso o CANVAS. Com esta ferramenta é possível ter a visão de quais canais são necessários e de que forma é feito o relacionamento com os usuários. Com este mapeamento é possível identificar quais são os principais recursos necessários e suas atividades por meio de fornecedores estratégicos apoiando na identificação de custos específicos para que a execução do projeto seja eficiente.

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