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Reputação Digital, ter ou não ter? Eis a questão?

Não é novidade para praticamente ninguém que a tecnologia anda a passos largos e vivemos tempos líquidos. Imagine o contexto, um rei quando precisava tomar decisões importantes para seu reinado, pedia conselhos para seus sábios. Como seria o rei convocando os sábios para uma reunião?

O rei mandaria uma mensagem via WhatsApp convidando os sábios para fazer um hackathon em torno da távola redonda.

A Internet mudou a forma das pessoas se comunicarem. Antes enviávamos uma carta, hoje a mensagem pode ser por e-mail, mensagem de texto (SMS) ou por aplicativos como Telegram e WhatsApp.

Já ouviu falar da política da boa vizinhança? Engraçado como desde criança ouvimos pessoas que criaram sua reputação pelo serviço prestado. Quando precisávamos de um salgado para a festa de última hora? Corria na casa da dona Ana o melhor salgado do bairro.

Um ajuste na calça? Fala com a dona Maria perto do mercado, a melhor costureira do bairro. A reputação já era construída antigamente, pois as pessoas criavam suas marcas, autoridade e influência no que faziam, “boas de mão”, simpáticas e cordiais.

Hoje o propósito mudou? A dona Ana é presidente de uma empresa de Fast Food, dona Maria é CEO da maior grife do país. Independentemente se ganha em Real ou em Libras Esterlinas, são pessoas e construímos relacionamentos. Isso vai além do título. Estamos falando de sentimentos e admiração.

Vivemos em um mundo conectado falando em redes sociais. O ser humano é relacional por natureza. Por isso as pessoas compartilham, fotos, festas, eventos em suas mídias sociais.

Partindo do princípio que cada pessoa é um ser único, não é porque está na rede profissional como o Linkedin, por exemplo, que vai se porta de um jeito, no Facebook de outro, no Instagram de outra maneira.

Sim, essas redes têm público alvo diferentes entre elas. Mas, cabe usar o filtro antes de postar qualquer coisa. Seu chefe pode não ser seu “amigo de face”, mas, pode ter certeza que vai chegar até ele o que você postou.

Cuidado redobrado com o que posta, comenta. Isso pode custar seu emprego ou um futuro parceiro de negócio. Leva tempo para construir uma reputação. Mas, em fração de segundos, por um ato não pensado e impulsivo pode-se perder tudo o que levou anos para construir.

Quem é você na rede? Funcionário de uma empresa? Atente para o código de ética de sua organização; Porta voz da empresa? Empreendedor? Com base nisso, crie sua persona e estabeleça uma linha de inspiração e comece a postar seus conteúdos para gerar engajamento em sua rede.

Ter um diferencial na comunicação, isso gera uma “marca registrada” para quando a pessoa ler vai falar esse texto é daquela pessoa.

Cuidado para não cair nas armadilhas. Um comentário feito em um “post errado” pode acabar com sua reputação. Não se contamine com os comentários maldosos, ignore, bloqueie. Não gaste sua energia com quem não merece.

Já não estamos mais na era do conhecimento e sim na era das conexões. Por exemplo, quem busca por uma oportunidade de trabalho, não adianta ter um perfil perfeito no LinkedIn, sendo que outra plataforma faz comentários ácidos, fala mal da empresa que trabalhou, do ex-chefe, “achando” que ninguém irá saber.

Somos seres únicos, independentemente da rede social que estamos e principalmente no mundo real também. Ah detalhe, hoje existe o rastro digital. Se alguém der print e guardar seu post, ele será eterno mesmo que você o apague.

Isso sem falar de fake news que correm ou melhor voam na velocidade da luz, vídeos virais, e lhe pergunto como você tem se portado nesse mundo VUCA?

Tecnologia é uma grande aliada, já não temos mais dúvidas. Mas, lembre-se que nos relacionamos com pessoas, que merecem atenção, respeito, gentileza.

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