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Tarefa de inteligência Humana ou IA? Como é treinar Inteligência Artificial? Conheça os turkers, o trabalho remoto da era digital que tem dado o que falar.

Um percentual de pessoas tem medo de perder emprego para robôs, e outras falam em novas profissões, novas formas de trabalho principalmente quando o assunto é utilização de aplicativos.

A era da Uberização (referência a Uber) onde existem várias pessoas que trabalham para aplicativos como 99, Cabify, Uber, Ifood, Rappi, e outros, é exemplo de uma profissão que não se imaginava a alguns anos. Não entrarei na questão trabalhista pois essa discussão é longa.

Com o avanço da tecnologia, automatização, algoritmos, e a tão querida e temida inteligência artificial fazendo parte do nosso cotidiano, ela, precisa ser aprimorada.

Com isso existem vários mecanismos que contribuem para que IA seja aprimorada por seres humanos. Você já clicou em sites e teve que “provar” que não era um robô? Lembra do reCAPTCHA? Confirmar as palavras que estavam escritas? Ou ter de clicar dentro de um bloco de imagens identificando carros, placas, semáforos? Em algum momento se perguntou por que tinha que fazer isso para ter acesso ao conteúdo do site que estava acessando?

Essa “forcinha humana” ajudou a IA entender palavras escritas e em 2011 permitiu a digitalização de todos os livros do Google e acervo do Jornal The New York Times. Lembrando que a tecnologia reCAPTCHA foi criada em 2007 e adquirida em 2009 pela Google. Já no ano de 2012 o reCAPTCHA foi utilizado para decodificar imagens do Google Street View.

O que temos hoje? Aplicativos que surgem como brincadeiras que utilizam reconhecimento facial onde o usuário pode se ver mais velho, com maquiagem ou sem e que o compartilhamento virou febre.

Sem teoria de conspiração, apenas analisando dados, fatos e comportamento digital das pessoas na rede, mas, eu já ouvi que: “quando você não paga por algo e utiliza, na verdade o produto é você”.

Com base em tudo isso surge a vida de turker, turkerização, referência a Amazon Mechanical Turk. Trata-se de uma das maiores plataformas de trabalho multiterceirizado online. Em linhas gerais, trabalhadores fazem pequenas tarefas que auxiliam no treinamento da Inteligência artificial, ou completam automações que os robôs não são capazes de fazer.

A pergunta que não quer calar, quem são os turkes brasileiros? Onde vivem? O que comem? Como se reproduzem? Brincadeiras à parte, mas, sim eles não são apenas indianos ou do EUA. Segue os dados (InovaUSP):

● Média de idade 29 anos, maioria são homens brancos;

● 66% não tem trabalho formal há mais de um ano;

● 43% só trabalham com plataformas multiterceirizadas;

● 10% dos turkes brasileiros não sabem explicar exatamente como seu trabalho na Amazon Mechanical Turk está associado com tecnologia.

Segundo essa pesquisa revela ainda algumas das atividades que os turkes brasileiros realizam:

● Tirar foto do próprio olho;

● Filmar 40 gestos com as mãos;

● Analisar imagem de Zebras;

● Contar quantos grãos existem em uma espiga de milho;

● Descrever imagens de pessoas mortas e ensanguentadas;

● Analisar conteúdos sexuais;

● Moderar imagens em sites de namoro;

● Assistir filmes pornográficos por 30 minutos;

● Jogar games por 1 hora;

● Identificar trabalhadores que estão usando capacete em uma foto.

Podemos perceber que ser coch (treinador) da inteligência artificial tem sido uma forma de trabalho da era digital que tem dado o que falar, visto que tem pessoas que defendem, outras que criticam, outras que chamam de “bico”, ou renda extra.

A questão é que com o avanço da tecnologia, inovação, realmente surgirão novas formas de trabalho e que todos precisam continuar estudando, se atualizando e ficar atento ao mercado seja para empreender ou profissional CLT.

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